Ana, 13 anos. Então, percebemos que não fazemos mais falta para ninguém. Que estamos sozinhos. Que já ninguém se importa, que já ninguém lembra que existimos. Talvez nunca o tenham feito. Mas é tão bom sonhar… Chega uma altura em que caímos na realidade, onde sempre deveríamos ter estado. Porque sonhamos tanto? Porque esperamos que alguém nos ame como nós os amamos? Porque esperamos que seja mútuo? Nunca é, há sempre alguém que nos vai decepcionar, que nos vai machucar. E o coração parte, desfaz-se em mil e um pedaços. E o que podemos fazer? Esperar que o tempo cure. Porque quando um coração se parte, não volta mais ao que era. Volta com feridas, algumas impossíveis de sarar.